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Saturday, October 27, 2007

Meia Entrada, a fraude

A UNE está dizendo por aí que a quantidade enorme de carteirinhas de estudante falsas circulando por aí se deve ao fato de eles não mais deterem o monopólio sobre a emissão das mesmas.

Nada mais falso. É justamente o fato injustificável de que a UNE possa vender carteiras de estudantes que criou esse mercado. Somente as instituições de ensino deveriam poder emití-las.

O que é que uma universidade pública ganha emitindo carteiras de estudantes? despesa. É do interesse da universidade portanto, emitir carteiras somente para seus alunos. Uma emissão de carteira falsa não gera receita e implica que um funcionário público tenha que levantar o rabo da cadeira para fazê-la. É quase impossível.

O que é que uma empresa ganha vendendo carteiras de estudantes? receita. É do interesse da UNE portanto, vender o máximo possível de carteiras, inclusive sub-licenciando essa venda para empresas de comunicação e engarrafadoras de bebida alcólica. A emissão de carteiras falsas gera RECEITA MÁXIMA. Esperar que os gestores da Skol, Jovem Pan, PCdoB e UNE não emitam carteiras falsas é esperar que eles ajam contra seus próprios interesses.

Um exemplo interessante é mostrado na Revista Época: Um Reporter comprou junto à UNE uma carteira de estudante da Faculdade Luiz Severiano Ribeiro. Que não existe.

Portanto, para acabar com a farra da meia-entrada é FUNDAMENTAL impedir a venda de carteiras, e DESEJÁVEL limitar à sua emissão às entidades de ensino.

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