Será que as enquetes se empilham igual aos posts?

Você acha que eu devia voltar a escrever?

Thursday, March 29, 2007

Hey, Pigs, Leave Our Kids Alone!



Em Animal Farm, traduzido como 'A Revolução dos Bichos', os porcos, tendo conduzido uma revolução contra os homens e a exploração dos animais por aqueles, distanciam-se dos demais bichos, passam a andar sobre duas patas e ao final da fábula eles já bebem e confraternizam com homens ao que os demais animais não mais conseguem distinguí-los.

Que os comunistas chineses e soviéticos já há tempos andassem sobre duas patas ninguém nunca duvidou, mas agora chegou a hora do velho Fidel brindar sua comunhão de interesses com os grandes magnatas do petróleo. Nada mais proletário que o Exxon Valdez, nada mais revolucionário do que o Bush autorizar as empresas americanas a extrair petróleo em áreas de preservação ambiental. O biodisel é pequeno-burguês porque a Venezuela produz o petróleo com que suborna Cuba.

É, o mundo que se foda, primeiro o leite dos porcos. E quando o próximo comunista ousar denunciar as mazelas ecológicas e ambientais do capitalismo sugiro que a ele se dê o mesmo fim que os anarquistas sempre sugeriram para burgueses e padres.

Friday, March 23, 2007

Lunae obscurum lateris


Porque há shows de rock, e momentos que definem uma vida. O último destes foi um daqueles.

Saturday, March 10, 2007

tesão hidrodinâmico

Hoje eu passei por uma guria nadando peito na mesma raia. Isto é, ela nadava peito - conforme os antigos romanos - e eu nadava crawl - como só os filhos de Netuno o fazem. Ao passar por ela diminuí a velocidade e fiquei a observá-la, assim a poucos centímetros de distância, o corpo deslizando dentro d'água, as bolhas de ar saindo da boca e passando por baixo dos peitinhos, o movimento gracioso dos braços...

Acho que vou organizar jogos aquáticos em honra de Neptunos Rex. Sabinas são bem-vindas.

Thursday, March 01, 2007

Blue Swedish Goggles


Don't you /
Step on my blue swedish goggles /
You can do anything /
but lay off of my blue swedish goggles

Well, you can knock me down /
Step in my face /
Slander my name /
All over the place /
Do anything /
that you want to do /
but uh-uh Honey /
lay off of my goggles /

Don't you /
Step on my blue swedish goggles /
You can do anything /
but lay off of my /
blue swedish goggles


(Sim, eu comprei um óculos de natação de estilo sueco. Pena que não foi um óculos sueco genuíno, porque eles custam uns 4 dólares. Comprei uma imitação da Nike por 40 reais. Engraçado isso, não? Quando a PF dá batidas no camelódromo eles apreendem os tênis falsos da "Nike"; Quando a Nike "falsifica" óculos suecos é tudo perfeitamente legal. Pah!)

Saturday, February 24, 2007

A Questão Suprema

O que é que move o homem desde tempos imemoriais até os dias de hoje? O que é que Antônio dizia à Cleopatra enquanto abriam um barril de cerveja? Ou que o Rei da Nicomedia sussurrava aos ouvidos do jovem César, enquanto com largo sorriso lacetava o seu ânus macio? O que é tudo isso senão passos?

Passos?
Passos na eterna busca da sacanagem perfeita! E viva as gurias com quem fiquei ontem! Todas elas!~huahauhauhauahauhaua!!!

Wednesday, February 21, 2007

Folia de Reis

1. Primeiro eu sonhei com duas meninas que conheci na segunda feira de carnaval.
2. Depois eu sonhei com a garota que conheci na terça feira, com direito a sorrisos, mãos dadas e os demais itens românticos do cardápio.
3. Então descobri que ela me aceitou como seu amigo no orkut.
4. A seguir, nadei 1500m
5. Após o que fiquei preguiçosamente boiando ao sol.
6. Banho. Sendo que hoje optei pelo frididarium.
7. Ao final da tarde, café da manhã: capucchino, pão, geléia, mel, essas coisas.

Quem disse que é quarta feira de cinzas? Pra mim hoje é dia de Reis.

Thursday, February 15, 2007

Orca, a Baleia Porca!

Eu estou lembrando hoje de todos os bichinhos flutuantes. Isto porque inventei a operação Hipopótamo Azul, ou Caeruleum Hippopotamus, na minha língua nativa. Consiste em ficar completamente largado em piscina aquecida, flutuando qual poia abandonada. E é uma delícia. Esses romanos sabiam viver. Recomendo, viu?

Saturday, February 10, 2007

Hu, ha, hu, ha... hu, ha, hu, ha... Gen, Gen, Gengis Khan!

Acho que as bandeiras da esquerda não me seduzem mais. É claro que eu acho que esse bla-bla-bla de investimento em educação, políticas sociais e redistribuição de renda seria importante, mas isso não vai acontecer a curto ou médio prazo, e talvez nunca aconteça. Alguém precisa ser subdesenvolvido neste planeta, senão não teríamos critérios para reconhecer as nações civilizadas como tal.

O que podemos fazer no curto prazo? Aí depende da visão de cada um. Se acreditarmos que todo pobre é assassino, nada há que se fazer. Precisamos esperar que a redistribuição de renda transforme os pobres em ricos, quem sabe daqui a 500 anos. Se acreditarmos porém, que os facínoras são uma minoria dentro de uma massa essencialmente bondosa (e as estatísticas tendem a indicá-lo), então remover estes facínoras de qualquer convívio social seria um bom começo.

Claro que a lei não o permite. Uma pessoa de 16 anos que arrasta uma criança de 6 presa a um carro até morrer cumpre no máximo 3 anos. Aos 19 ele está livre para arrastar talvez uma menina. Quem sabe estuprá-la antes, inclusive.

Por isso é que eu sou favorável à vista grossa para a aplicação da pena alternativa de privação da vida. O que é diferente de defender a pena de morte. Acredito que o direito avançado requer uma sociedade avançada. Quem sabe se aplicarmos o Código de Hamurabi hoje, nossos netos não possam no futuro ter leis mais dóceis?

Cada vez mais acho ridículo que nós, os bárbaros hunos, queiramos brincar de civilização adotando costumes persas ou leis romanas. Batamos no peito bem forte e brademos bem alto "somos todos mongóis".

Thursday, February 08, 2007

Antropologia 101

"Os Ianomamis foram chamados de "povo feroz" e seu comportamento é, com efeito, extremamente violento (...) [as mulheres] são espancadas, queimadas e até mesmo flechadas quando um homem fica raivoso; as esposas podem esperar proteção apenas se tiverem irmãos na aldeia cuja reputação de ferocidade seja maior que a de seus atormentadores"
(John Keegan, A History of Warfare, 1993)


Aposto que agora há professoras felizes por não haver cotas para índios na Unirio! Será que as docentes da UnB ganham adicional de periculosidade? Em tempo, porque será que as ONGs não gostam de divulgar esses aspectos da cultura indígena?

Wednesday, February 07, 2007

desligado

- Ih, gol! Dois a zero para Portugal.
- Ah, que legal! Contra quem?
- Brasil.
- Porra!

Friday, February 02, 2007

word verification?

Sim. Uma vez que algum filho de uma égua mal-amada, provavelmente integrante do Bando do Dirceu está deixando PROPAGANDAS nos comentários deste blog, eu ativei a verificação de palavras, aquela coisa chateeeenha de "digite o que vc está vendo" nos comentários deste blog. Por que? Porque quem faz propaganda em massa não tem tempo pra ficar parando pra digitar essas coisinhas. E se ele parar, bem, se fudeu, vai conseguir fazer menos propaganda porque vai ter que ficar digitando essas letrinhas cada vez que quiser encher o saco de alguém.

Aos parcos, queridos e birutésimos comentadores legítimos, minhas desculpas. Eu sei que agora vocês vão comentar menos ainda, por preguiça, mas esse blog não é uma paraestatal. Não vou deixar que façam uma bagunça aqui dentro porque eu me importo com esta merda!

Que Tim é Teu?

Alguém saberia comentar neste blog se eu ainda sou cliente da TIM ou se eu voltei pra merda da Claro? Eu sei que há pouco mais de um mês atrás se falava de aquisição da Tim pela Claro, a mídia chegou a dar a fusão como consumada, a Agência de Proteção às Teles autorizou (Alguém já viu a ANALTEL negar alguma coisa às suas afilhadas?) e a Vivo comemorou.

Comemorou?

Elementar! A compra da Tim pela Claro reduz a concorrência! Pouco importa se a Vivo passaria de líder à lanterna, ela já vinha perdendo mercado mesmo, o importante para uma paraestatal como a Vivo é a inexistência de concorrência e uma agência de proteção para garantir a arrecadação de taxas. Uma paraestatal de telecomunicações é como um restaurante de comida a quilo a quem o governo garante o direito de cobrar um quilo de comida de cada cliente, mesmo que ele só coma duzentos gramas. Ela depende de taxas, não de vendas. E por isso mesmo não precisa de eficiência, viabilidade ou concorrência.

Depois andaram circulando umas notícias de que a operação seria suspensa porque as vendas da agora moribunda Tim D-E-S-P-E-N-C-A-R-A-M no período natalino, fornecedores e parceiros reagiram mal e as ações se desvalorizaram. É Claro!! Se eu soubesse que uma empresa estava prestes a ser "estatizada" eu também pularia fora dos contratos e venderia minhas ações. A verdade é que a TIM me parecia ser a única empresa privada de telecom no mercado brasileiro. As outras funcionaram sempre como "estatais de capital privado", se é que isso existe.

Se é que vocês me entendem. E afinal de contas eu sou agora refém da Tim de Roma ou da Tim de Vichy? Alguém me diga por favor.

Tuesday, January 30, 2007

Coisas que eu não aprendi na escola

Vocês sabiam que em 1850 houve um combate naval entre um vapor da Royal Navy britânica, o HMS Cormorant, e a fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres, na Ilha do Mel? Essa informação foi tirada de um artigo de Guilherme Poggio no site Poder Naval.

(http://www.naval.com.br/historia/geopolitica_poder_naval/geopolitica.htm)

A Inglaterra vinha apresando ou pondo a pique navios brasileiros por causa do tráfico negreiro e o HMS Cormorant transpôs a barra do porto de Paranaguá apresando três navios, embora estes transportassem víveres e não escravos. Parece que voluntários indignados juntaram-se à guarnição da fortaleza da Ilha do Mel, com mantimentos e munição e quando o navio inglês manobrou para sair da barra o pau comeu. Citando o autor:

"(...), a fortaleza passou a disparar contra a embarcação inglesa. Mais surpresos ainda ficaram os tripulantes do Cormorant, que não esperavam uma reação tão feroz de uma velha fortaleza. Começou assim um combate entre ambos que durou cerca de meia hora. O navio inglês levou a pior. Combatendo em águas interiores e com suas manobras limitadas pelo reboque, o Cormorant teve a sua roda de bombordo danificada e a popa atingida. Um marinheiro inglês morreu e outro ficou ferido. Do lado brasileiro, apenas feridos leves. Os dois brigues foram seriamente atingidos e Schomberg afundou-os na entrada da baía. Mas a galera Campeadora seguiu viagem até Serra Leoa, na África"

E ainda tem gente que diz que o Brasil só entrou na Guerra do Paraguai porque era pau mandado da Inglaterra. Será que eu preciso lembrar que naquele momento Brasil e Inglaterra não mantinham relações diplomáticas exatamente por causa dos atritos constantes derivados (da falta) de acordos comerciais e do tráfego negreiro?

Thursday, January 25, 2007

revisionismo privatista

Pensando bem, o BB é uma merda tão grande que eu não me manifestaria se o PT resovesse privatizá-lo. Petrobrás ainda sou contra, mas o BB... sei não. Vai ficar pior como? Os funcionários vão perder a previ (sorry, Marcele), mas o que EU tenho a ver com isso? E não, não me aconteceu nada lá recentemente, eu apenas estou pensando com os meus botões.

Para pensar

"as mudanças do Maio de 68 introduziram uma falta generalizada de exigência académica."
(Desidério Murcho, entrevista ao blog protosophos)

Tuesday, January 23, 2007

chantagem emocional

Começo a me perguntar se manterei um blog em que ninguém comenta. Talvez eu tenha um ataque de chiliques silenciosos e retire o meu blog do ar, como fez o Igor.

Sunday, January 21, 2007

the lula horror show

Não é este blog quem o diz, é a própria Folha de São Paulo! O jornal definiu como "ESTELIONATO ELEITORAL" a idéia do lula de se desfazer de estatais. Citando a matéria:

"Se levado às últimas conseqüências, o plano do governo de se desfazer de ações de companhias estatais tende a transformar-se numa curiosa contradição pós-eleitoral. Acossado pelo dossiêgate, Lula enxergou no discurso anti-privatista uma arma poderosa para levar às cordas o adversário tucano Geraldo Alckmin."

lula freak show

E o Lula está lançando a campanha "faça um capitalista feliz". Segundo a mesma folha de São Paulo, o Sapo Barbudo pretende "vender ações de estatais para levantar fundos para programas sociais". É impressão minha ou foi isso que o filho da puta do Fernando Henrique Cardoso passou oito anos fazendo? Por que o Lula não vai dar a bunda por aí para conseguir dinheiro? Melhor seria que ele dilacerasse o próprio rabo que o patrimônio público.

"war's never been so much fun"

Segundo a Folha de São Paulo, o governo Bush tem dado sinais de que uma ofensiva militar contra o Irã é iminente, e os democratas estão fazendo uma campanha de bastidores de última hora para tentar evitá-la.

Se esta ação se concretizar podemos esperar que campanhas do tipo: "Torne o planeta feliz, mate um norte-americano" ganhem as ruas. De que adianta não generalizar e saber que algumas pessoas naquele país têm alma, se coletivamente, como diria Cícero, eles são "inimigos da humanidade"?

Monday, January 15, 2007

Considerações Sobre As Raves

Eu comecei a frequentar shows de música eletrônica neste verão. Não que eu não conhecesse ou gostasse do gênero, mas simplesmente porque está havendo uma grande quantidade de eventos gratuitos na praia. Desde o show do Infected Mushroom, até o Tiesto, passando por algumas sunset parties, tenho algumas considerações a fazer do que observei.

A quantidade de latas, garrafas, cacos e porcarias por centímetro quadrado de praia onde quer que haja um evento de música eletrônica é muito, muito maior que a sua correspondente em qualquer show de punk rock, música clássica ou mpb. Esta quantidade de lixo por centímetro quadrado de areia será definida como a taxa de imundície per capta (IC). Não foram feitas observações em shows de pagode ou funk, mas nossos dados parecem corroborar uma tendência à maximização da taxa de IC em raves. Acreditamos que o motivo deva ser uma mistura de hedonismo, alto poder aquisitivo e drogas.

A observação do público presente mostra que quem gosta de música eletrônica são as classes A e B. Não tem quase ninguém com cara de pobre nestas festas, e nem estas ocorrem em lugares distantes de ipanema ou fora de fazendas fechadas. Assim, o povo não toma latinhas de cerveja, toma smirnoff ice. Pra início de conversa. Praticam uma variante primitiva do hedonismo bem descrita por Renato Russo: "Então é outra festa, é outra festa feira. Que se foda o futuro". E as drogas, bem, estas parecem ser second nature para este povo. O índice de Canabis per Capta (CC) em raves supera em muito qualquer coisa registrada no circo voador na época da pretensa geração saúde (iça!!!). Quem não está se drogando ou jogando coisas no chão está, invariavelmente, mijando à vista de todos, mulheres inclusive. Porque como diz o guaraná antártica, "os óculos escuros são instrumento indispensável pra mijar e ficar tipo invisível".

Existe uma correlação entre as taxas de IC e CC nos eventos públicos? Possivelmente. Baseados no trabalho de Roland Fletcher e Ian Morris, acreditamos que exista um limite mais ou menos fixo de tolerância à imúndicie na mente humana. "finite sensory capacity will produce universally constant parameter conditions" (1995:81) assim, a tolerância a imundície natural faz com que grupos de pessoas se apinhem até no máximo 300 pessoas/ha, passado este limite os grupos se dispersam, ou alteram a sua configuração cultural, no caso, o consumo de Canabis per Capita (CC). Em termos chulos, poder-se ia dizer que "quem muito CC não se importa com a imundície à sua volta. "

Nossa conclusão é que precisamos de mais verbas para esta pesquisa.

1995: Fletcher, Roland - The Limits of Settlement Growth - Cambridge.

2005: Morris, Ian - The Growth of the Greek Cities in the First Millenium BC - Princeton/Stanford.